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Nas primeiras horas da manhã, para ser exato às 2:30 do dia 6 de fevereiro de 1945, na freguesia rural de St. Ann, nascia Robert Nesta Marley, filho de Cedella Marley, uma mulher de dezenove anos que acabara de dar à luz ao primeiro filho, e do capitão Norval Sinclair Marley. O parto foi feito na casa de Omeiah Malcolm, avô materno de Bob. As SECUNDINAS foram embrulhadas cuidadosamente numa página de jornal.

Então as SECUNDINAS foram enterradas junto a uma jovem mangueira, que passou a ser conhecida como a "árvore amiga" de Robert Nesta Marley: ela cresceria e seria tão forte quanto ele quisesse, e o seu vigor e saúde refletiriam o estado de saúde dele e com o passar do tempo ela envergaria na mesma direção que ele.

Filho de um militar branco com uma camponesa negra (Cedella Marley Boker), Bob nasceu sob a atmosfera das crenças africanas. Neto de Omeriah Malcolm, um feiticeiro-curandeiro jamaicano, desde cedo Robert Nesta Marley dava sinais de ser um predestinado. Um profeta negro em um país pobre onde só os brancos tinham voz.

Ainda pequeno ele se mudou para Kingston. Lá deixou de lado as brincadeiras de criança do interior e teve que lutar pela sobrevivência em um gueto miserável. Poderia ter se transformado em mais um delinqüente condenado a uma violenta morte prematura ou a longas temporadas na cadeia. Para escapar desse destino, tentou imigrar para os Estados Unidos, mas a paixão pela música falou mais alto e ele voltou para a Jamaica, onde sua carreira de cantor e compositor finalmente decolou.

Mais do que um artista genial, Bob Marley foi (e ainda é) um símbolo de resitência. Um revolucionário mítico que fez de sua música e a voz dos excluídos. Mesmo depois de sua morte, ele ainda é reverenciado por gentede todas as raças em todos os lugares do planeta.